Grupo de estudos pesqueiros
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GEP
    O Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP) começou a ser formado entre 1992 e 1995 quando da implantação Curso de Oceanografia pela UNIVALI. O início das atividades acadêmicas levou ao desenvolvimento das primeiras iniciativas de pesquisa pesqueira na UNIVALI.
      De imediato, se constatou que o porto de Itajaí/Navegantes, bem como as comunidades de pesca artesanal do litoral centro-norte catarinense, apresentavam-se como fontes inestimáveis de informação não apenas de organismos marinhos, mas da atividade pesqueira em sua concepção mais ampla. Em 1995 estabeleceu-se de forma incipiente uma rotina de visitação às empresas de pesca nas margens do Rio Itajaí-Açu e de levantamento de dados sobre algumas atividades pesqueiras e alguns recursos de interesse específico desses professores/ pesquisadores.
      Três anos mais tarde, essas atividades ganharam uma nova dimensão ao serem associadas ao programa nacional de levantamento dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva Brasileira - Programa REVIZEE. Com o compromisso de se estudar todas as frotas pesqueiras industriais de Santa Catarina e um conjunto mais amplo de recursos pesqueiros, a equipe de pesquisadores foi ampliada, se estruturou a primeira equipe técnica de campo e se estabeleceu uma rotina mais intensa de visitação ao porto de Itajaí/Navegantes.
      Esse histórico inicial viria a ser a principal credencial para a consolidação definitiva do Grupo de Estudos Pesqueiros no cenário científico regional e nacional. O marco decisivo para a sua estruturação nos moldes operacionais e de abrangência atuais veio em 2000, com a celebração do primeiro convênio de cooperação técnico-científica entre a UNIVALI e o Governo Federal, através do Departamento de Aqüicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Dentre as diversas metas deste primeiro convênio, foi implantado o Sistema Integrado de Estatística Pesqueira (SIESPE) que passou a totalizar a produção pesqueira industrial do estado, e iniciado o primeiro programa de observadores de bordo para monitoramento de frotas estrangeiras arrendadas. A esse convênio seguiram-se mais dois celebrados com o mesmo órgão (2001, 2002) e mais quatro (2003, 2004, 2005, 2007) em parceria com a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR), atual Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), totalizando nove anos ininterruptos de atividades voltadas ao levantamento de informações pesqueiras e assessoramento das autoridades pesqueiras nacionais.
      Atualmente, o Grupo de Estudos Pesqueiros é mantido pela própria universidade e formado por sete professores/pesquisadores, 14 técnicos de níveis superior e médio e um grande número de acadêmicos, bolsistas e estagiários. Os pesquisadores do grupo atuam no ensino de graduação e pós-graduação, estando vinculados aos cursos de Oceanografia, Biotecnologia e Engenharia Ambiental e também aos Programas de Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia Ambiental. O grupo também é formalmente registrado entre os grupos de pesquisa da UNIVALI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
      As pesquisas realizadas focam tanto a pesca industrial como a atividade artesanal, em termos de biologia e dinâmica populacional dos principais recursos, avaliação da biomassa explotável, impactos da pesca e ordenamento pesqueiro. Dentre os recursos já estudados pelo grupo destacam-se os camarões sete-barbas, barba-ruça, santana, camarões de águas profundas, como o carabineiro, e ainda outros crustáceos, como o lagostim, a lagosta sapateira e os caranguejos real e vermelho. Neste rol também se incluem moluscos como berbigão, vieira, lula, calamar-argentino, polvo; e peixes como sardinha-verdadeira, sardinha-lage, manjuba, cavalinha, palombeta, bonito-listrado, albacoras, espadarte, dourado, cabrinha, abrótea, abrótea-de-fundo, merluza, galo-de-fundo, peixe-sapo, tubarões e arraias.
      Além de estudar as espécies, o grupo tem se concentrado em outros aspectos importantes relacionados a atividade pesqueira, como a fauna acompanhante produzida nas pescarias costeiras e de profundidade, a interação da pesca com aves e mamíferos marinhos, a tecnologia e controle de qualidade do pescado, o aproveitamento de subprodutos do pescado e os aspectos sócio-econômicos da atividade. Recursos tecnológicos e de monitoramento também têm sido alvo das atividades do grupo, onde se destaca o desenvolvimento e aplicação das ferramentas de coleta e processamento de dados estatísticos da pesca, ferramentas para viabilizar o uso do rastreamento satelital na frota pesqueira e procedimentos para a observação científica a bordo das embarcações pesqueiras.
      Apesar de fundamentado em atividades de pesquisa e desenvolvimento, o Grupo de Estudos Pesqueiros se coloca como um agente de ligação entre a academia e a sociedade dando suporte à atividade produtiva e, principalmente, à gestão da pesca marinha. Nesse sentido sempre houve a preocupação por parte de seus coordenadores em consolidar os resultados de suas pesquisas em produtos que pudessem ser incorporados, de forma ágil e objetiva aos processos de tomada de decisão, seja do setor produtivo seja dos órgãos governamentais de gestão pesqueira.
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